Falando então de futebol, porque falar de blog já não dá mais por agora

O salto decisivo de suas vidas (Fábio Pinheiro - clique na imagem para ver a foto original no Flickr)
Eu estava prestes a escrever sobre futebol hoje, mas eu falava sobre outro assunto com uma amiga e me pareceu ser mais interessante falar disso agora. Talvez em seguida eu fale de futebol. Não sei até onde o post vai chegar. Só sabemos quando lá chegarmos. O assunto era blogs e visitas, audiência nos blogs. Discutíamos sobre o significado da audiência, se grande ou se pequena, qual era mais vantajoso, e esse tipo de coisas de quem gosta do assunto. Se me lembro bem, este blog tem apenas 5 dias, e pelo que andei perguntando, tem mais visitas diárias, em média, do que muito blog que está por aí. Não é puxação de saco de meu próprio blog, é apenas uma constatação de que um blog novíssimo talvez não precise necessariamente ficar anos e anos esperando ser famoso.
Palavras-chave, Google e assuntos atuais ajudam um blog a ter uma audiência grande. Já que estamos falando novamente de nós mesmos, digo que o ideal, para este blog aparecer talvez na Folha ou no Estadão, seria termos por aqui umas 20 mil visitas diárias. Se houver neste minuto 20 milhões de usuários de internet conectados, e sabemos que há muito mais, então 20 mil seria o equivalente a 0,1% dos usuários, se não erro no corte de 3 zeros. Por porcentagem é bem pouco. Por número é bem muito. Claro que, como conversávamos, a “qualidade” da audiência é importante também. Mas isso deve valer mais para blogs técnicos, de áreas mais específicas. Ou informativos, também com áreas restritas de interesse. Um blog sobre nada, como esse, ao contrário, não deveria sequer pensar em “qualidade” da visita. Aqui, leitores são leitores. Não qualificação que vença esta qualidade, a de leitor.
Falando então de futebol, porque falar de blog já não dá mais por agora, primeiramente temos a foto acima. Podem apreciar por uns minutos esta foto, por favor? Ótimo! Bem vindos de volta. Futebol, como todo esporte, mexe com o físico. E como todo esporte coletivo, mexe com as relações pessoais. Dentro e fora de campo. É muito comum em qualquer cidade, que grupos de amigos aluguem quadras para jogar futebol, muitas vezes em chão de cimento mesmo, outras vezes com grama sintética e borracha, entre outras variações.
É interessante que a quadra (ou o campo, tanto faz) pode se tornar um ambiente hostil e de violência. Quem está de fora não percebe muito as tensões que às vezes se instalam dentro de um jogo de futebol “amigável”. Deve haver alguma explicação científica bem formulada sobre os processos que ocorrem durante um jogo. Geralmente, a explicação de atos violentos como bombas desmesuradas e faltas “sem intenção”, seja aquela velha história de “futebol é assim, ora”, ou coisas como “jogo de corpo” e “você caiu sozinho”. A verdade é que muitas pessoas, insatisfeitas com a sua própria condição de vida, acabam usando os jogos de fim de tarde como ambiente para deixar fluir toda a sua raiva e indignação. Nisso, tornam o jogo insuportável, estragam qualquer satisfação e diversão, e ainda machucam os advesários, além de criar caso com os jogadores do próprio time. Isso é futebol? Futebol é assim mesmo?
A quadra e o campo deveriam ser locais de diversão, quando não se está competindo profissionalmente. A violência que ali se instala não muito dificilmente poderá ser considerada como mero reflexo da vida cotidiana. Não parece muito correto deixar isso passar assim, sem mais nem menos. Se a violência se instala, então há algo errado por ali. E muitos acabam perdendo a oportunidade de se divertir um pouco por causa de pessoas que não tem espírito esportivo nenhum. Essas pessoas, estes que não tem espírito esportivo, simplesmente não sabem jogar futebol.