Sem Provas

Iniciado sem saber aonde vai dar | … the proof of the pudding…

Archive for August 2008

Top 5 formas de se colocar cheeses dentro de lanches

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Certo dia estava eu a conversar numa roda de algumas pessoas, num canto perto de uma concessionária de automóveis. A maioria do grupo era de advogados, todos tranqüilamente trajados não forensemente. A troca de idéias sobre qual era o melhor lugar para se comer um lanche (leia-se, sanduíche) deixava de lado toda e qualquer discussão profissional.

Ninguém gosta de falar de trabalho. É muito melhor discutir sobre qual cheese é mais rançoso, e qual atendente é mais conversadeira. Da minha parte, prefiro muçarela do que queijo prato. Mas cheese é cheese, fazer o quê? O advogado mais bem trajado do grupo proferiu sua opinião sobre tão importante assunto. Não é que ele tivesse qualquer frescura relacionada ao paladar, dizia ele. Mas, havia diferenças, para ele, entre as formas que os cheeses eram posicionados no interior do lanche.

Um segundo advogado perguntou para um chapeiro sobre os processos segundo os quais o cheese era introduzido no lanche, de maneira tão precisa a tocar a superfície frita de qualquer espécie de carne ali presente. Descobriu que seu prazer era descobrir e anotar as formas pelas quais os chapeiros e cozinheiros em geral anexavam os cheeses ali dentro. Foi capaz de comprar um moleskine exclusivamente para sua jornada, e até hoje ainda visita cozinhas de lanchonetes no mundo todo.

Como todo fã das coisas mais malucas, ele fez uma lista das top 5 formas de se colocar cheeses dentro de lanches. Ele sempre refaz a lista, mas atualmente ela está desse jeito:

5 – Transação manual: O cheese é derretido à parte, e lugar específico na chapa ou frigideira. Ao estar no ponto de chiclete em uso, a massa derretida é despejada sobre a carne.

4 – Derretimento de fábrica: Esta é uma forma de economizar tempo e dinheiro, embora afaste alguns tipos de fregueses. O chapeiro simplesmente compra cheeses cremosos, vendidos em potes como os de maionese, e espalha a massa pelo pão. O calor da carne se transfere para o cheese, podendo dar a impressão de derretimento. Mas, a massa já era dessa consistência, desde quando foi comprada.

3 – Origami cheese com cobertura: Quando a carne está 90% pronta, o chapeiro trata de destacar algumas folhas de cheese de seu arsenal pessoal, e cuidadosamente a dobra por sobre a carne, fazendo um leve vinco para que o cheese permaneça no lugar colocado. Uma vez posicionado o cheese, ele e a carne são cobertos com uma pequena tampa de alumínio, criando um ambiente mais quente, favorecendo o derretimento do cheese.

2 – Texas Hold’em cheese: Os cheeses vêm recortados em tamanhos iguais, geralmente quadrados, com grande aparência de artificialidade. Parecem cartas de baralho, e geralmente são colocadas na montagem do lanche sobre o pão, de modo que fiquem pouco derretidos e, muitas vezes, bastante frios.

1 – Embutido três em um: Esta forma está por várias semanas seguidas na primeira colocação. Produz-se um misto de presunto, cheese e cheese cremoso, batido no liquidificador. Depois, o resultado é colocado dentro de um frasco desses usados para ketchup, maionese ou mostarda. O chapeiro monta o lanche, e introduz o bico do frasco na borda do lanche, pressionando o frasco para que a mistura fique embutida no lanche.

Então, eu disse para o advogado que faz essas listas: “você precisa parar com isso”.

Written by Gustavo D'Andrea

August 24, 2008 at 5:59 pm

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Cotzinero, um chef

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Há vários e vários meses comecei a brincar um pouco com vídeo para publicar na internet. O resultado foram 3 vídeos do Cotzinero, um chef espanhol, italiano, brasileiro ou nenhuma das anteriores, falando sobre suas receitas e variedades. Primeiramente publiquei na Fiz TV, e agora o terceiro episódio incluí no YouTube.

Fica como um cult de humor culinário, meio desconhecido e descontinuado. Quem sabe quando o Cotzinero poderia voltar? Divirta-se com esse episódio, pois é o que tem no momento.

Written by Gustavo D'Andrea

August 20, 2008 at 1:46 am

It’s a matter of culture, I think

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While I don’t get any visit to my posts written in English, I write one more post in English. The first one, on this blog, was published some minutes ago. When I tried to visit the tags for knowing about others writing about the same subjects I felt that thing about atmosphere again. It’s completely different to write in other language, because – at least potentially – it opens to a much greater world!

It’s not uncommon to find Brazilian sites and blogs written in English, but I could say that it’s not in our culture to have a close contact to the English language. The language learning here is more present among those who are more close to study. Many people go to English schools, for having more knowledge and MAYBE use what they learned. But, try to have a conversation in English in a party… and you will see everyone blushing and saying “I went to classes, but I’m not so good in English… let’s try another game…”.

It’s a matter of culture, I think.

Written by Gustavo D'Andrea

August 16, 2008 at 12:45 am

And where do we learn more?

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The first – and maybe the only – effect of writing in English on this blog was the feeling that I should write more. Even if I do not work so well with the phrases in English, and particularly the phrasal verbs, the fact I published a freely written post in English brought a new atmosphere to the blog.

The feeling is maybe just mine. But, the time will say if the readers would feel so as well. At least it is funny! And where do we learn more? In funny things! Having fun, isn’t is true?

Well, for those who are arriving now, this blog is about nothing. It’s just an experience I took fore trying to write more freely, facing the amount of rules we have to handle every day in our lives. So, write freely about nothing (or about everything) seems to me a good way to have fun.

Written by Gustavo D'Andrea

August 16, 2008 at 12:27 am

Hugs from Brazil!

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What would be the effect of writing in English on a Brazilian blog about nothing? That’s what I want to know, and of course try. Within the period of one week, the “age” of this blog, I received a good amount of visits, but I ask why that number was not higher. Well, maybe that’s because my blog is not in English.

Sometimes I feel English is like Latin in Rome centuries ago. For reaching a greater audience now and then, it would be good to try using the language that is more able to communicate in a broader sense. We know English is not the most used language in the world. But certainly is the most famous, I think.

Of course, as any person who does not practice regularly a language, I may have made some mistakes here, on this post, especially in using the in/on/at words. It’s just an experience, and soon I’ll have the answer about the effects of writing, in English, about nothing.

Hugs from Brazil!

Written by Gustavo D'Andrea

August 16, 2008 at 12:14 am

Poesia spam

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Há vários anos fiquei sabendo, por acaso, de um blog em que a autora ou autor fazia a chamada spam poetry, ou poesia spam. Aproveitava apenas as linhas escritas no assuntos dos spams que recebia, e organizava no formato de poesia. Não sei por que, mas lembrei recentemente disso e resolvi fazer uma busca sobre o assunto, bem de leve, do tipo ver os 2 primeiros resultados do Google.

Achei um blog bem desatualizado sobre isso, e não lembro se era este mesmo que vi há alguns anos. E vi também algo sobre um instituto dedicado à poesia spam. Muito divertido.

Peguei os spams que recebo e também compus uma poesia spam. Algumas linhas que eram em inglês, coloquei em português, e eis o que surgiu:

Spam
Sem aula, sem prova
Olhe isto
Você é muito especial
Veja novos modelos
Viagra grátis para você!
Você é muito especial para mim
Faça sua mulher feliz
e aumente sua potência
Deixe seus desejos íntimos
se realizarem
Me esqueceu mesmo né?

Written by Gustavo D'Andrea

August 15, 2008 at 3:11 pm

Se as cidades fossem feitas de nitrogênio líquido

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O relógio funciona continuamente, não pára. Não pára também a Terra. Não pára de rodar e de crescer. Até onde vamos rolar?

Será que tudo gira? Tudo gira assim, continuamente, até que não mais toque em nada? Ou o atrito existe em algumas coisas e estas realmente páram? Não… sempre há atrito a alguma coisa, e alguma coisa sempre está em movimento. Se as cidades fossem feitas de nitrogênio líquido, rolaríamos incessantemente, sem sentir. Já o concreto é um pouco mais áspero, e rala muito no menor esbarro.

Faremos uma coisa, no próximo post.

Written by Gustavo D'Andrea

August 14, 2008 at 1:30 pm

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O ser humano é frágil

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Disseram que escritos tristes têm mais audiência. Não significaria isto que há mais pessoas tristes do que felizes? Ontem pensei, e hoje penso novamente, que sem dúvida haja enfermos navegando exatamente neste momento, na internet. Devem estar tristes por suas doenças, impossibilitados de viver “normalmente” a vida. Devem provavelmente estar procurando algum texto na internet, algum site, ou qualquer coisa em que possam se apoiar, pelo menos por alguns minutos. Internet pode acabar sendo um passatempo muito freqüente entre os enfermos.

O ser humano é frágil. Qualquer coisinha, já vem a dor e da dor a frustração. A recuperação é dolorida, e estamos o tempo todo nos recuperando. Quem está doente, sente mais, porque suas revoluções físicas e psicológicas estão mais intensas. Ninguém vai querer dizer que a doença, a dor, tenha algo bom. Há quem veja a realidade de uma forma mais esperançosa, na base do pensamento de que tudo teria uma vantagem. Ficar doente quer dizer que haverá mais força depois. Mas, por mais leve que seja a enfermidade, é um sofrimento que não queremos por perto.

Há doenças que não são sentidas, não apresentam sintomas imediatos. Nesses casos, é muito mais difícil que o doente acredite e admita que está enfermo. O fumante, por exemplo, é um doente. Por mais que seu corpo seja resistente, aquelas tantas substâncias que entram em seu organismo o deixam cada vez pior. Mas dizer que o fumante é um doente não significa dizer que ele ou ela é uma pessoa ruim. Seria o mesmo que dizer que quebrar o dedinho do pé torna alguém pior do que é em caráter. Não, o fumante não é necessariamente uma pessoa ruim. Mas, é evidente que não está bem.

Não somente os fumantes, mas também as pessoas que possuem qualquer enfermidade que seja, são meio revoltadas. Já não é nada fácil acompanhar o ritmo das exigências cotidianas quando estamos com a saúde boa. Quanto mais, então, quando há uma dor de cabeça, um membro quebrado ou um coração falhando?

Havia um livro sobre o ócio. Quer dizer, vários livros talvez falem sobre o ócio. O ócio não é bem visto por essas bandas brasileiras. O leitor poderá bradar contra, dizendo que o ócio é, sim, muito cultuado por aqui. Mas não é assim. Somente quem está doente consegue, nos dias de hoje, perceber o quanto o ócio é não apenas interessante, mas necessário. Mas quem está com a saúde perfeita… ou melhor, que imagina estar com a saúde perfeita, “vive a vida”, muitas vezes entre bebida e relações intensas, mas superficiais. Ficam bêbados e esquecem dos problemas, à la 2046. Não lembram onde estão, nem para onde vão ou não vão. Nunca se tornam ociosos, sempre têm algo a fazer… ou estão inconscientes até os efeitos da bebida terminarem. E não terminam, em alguns casos.

O que você está fazendo hoje? Trabalhando, estudando, divertindo-se ou o quê? Você tem vergonha de dizer que não está fazendo nada? Vergonha não, talvez. Mas a regra do “diga o que eu quero ouvir” manda nunca dizermos que não estamos fazendo nada. Ouvi dizer uma vez que todos somos doentes. Não imagino qual seria o modelo de saúde que a pessoa que disse aquilo usou para tirar a conclusão. Mas, se for verdade que todos somos doentes, então pode ser uma sugestão produtiva dizer, em vez de “nada”, que estamos constantemente nos recuperando das nossas doenças.

Written by Gustavo D'Andrea

August 14, 2008 at 12:47 pm

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Avançadas conexões

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Coisas acontecem sem explicação, como um dia aparentemente ruim seguido de uma noite de surpresas. Não, o dia não tinha sido nada ruim, era mera impressão, ponto de vista estagnado, má interpretação dos fatos, conexões fracas na troca de fibras de vidro para ligações mais potentes.

Wireless. A vida durante milhares e milhares de anos sempre foi wireless. Só a internet é que demorou para reconhecer isso. Mas o que tende a acontecer é que mais e mais cidades inteiras tenham conexões sem fio em toda a sua extensão, para que mais e mais pessoas se integrem à tecnologia e façam bom uso dela.

Os aparelhos portáteis, como netbooks e celulares, serão cada vez mais usados de forma útil, profissionalmente falando, em sua integração com a mobilidade, onde as avançadas conexões têm papel fundamental. Surgem e avançam profissionais dessa área, sobre estes assuntos. E cada vez mais se consegue desvencilhar deste aparato às vezes dispensável, o fio.

Written by Gustavo D'Andrea

August 14, 2008 at 1:24 am

O movimento da blogosfera agora

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Tudo bem, blogs já estão consolidados e parece que a imprensa não está mais tão preocupada em bater em cima da blogosfera. Vivem hoje um caso de amor e audiência, mais audiência aparentemente. Qual é agora a tendência da blogosfera brasileira? Consolidada como está, deveria pensar em novos avanços, não é mesmo? No espaço de pouco mais de uma semana já devo ter visto umas 3 ou 4 iniciativas de compilação de posts, estratégia esta que visa juntar audiência e, possivelmente, ganhar dinheiro com anunciantes e proporcionar uma visão talvez mais filtrada de conteúdo na internet. Enquanto isso, os blogueiros acabam recebendo mais audiência também. Tudo isso é uma síntese da união entre jornais/revistas e blogs, mas de uma maneira bem interessante, na base do caça-talentos.

O grandes jornais como a Folha e o Estadão haviam percebido a utilidade de se publicarem blogs. Funcionavam ali como uma espécie de coluna dinâmica, apesar de que alguns que vi de relance completavam seu espaço com algumas informações mais parecidas com notícias do que com posts. Talvez tenha sido apenas impressão. Hoje, já é possível verificar empreendimentos que visam juntar posts interessantes de diversos blogs em um só lugar. É o caso, por exemplo do Yahoo! Posts, que descobri através de um post do Ius Communicatio, e o Blogamos, que descobri por acaso, ao conhecer o blog Mundo Tecno. É quase o que os jornais estão fazendo, mas sem o jornal.

Mais e mais, os blogs estão crescendo na medida em que os blogueiros se empenham em escrever sobre assuntos cada vez mais específicos. A tendência parece ser a das especialidades, o que pode explicar muito o movimento da blogosfera agora. Parece já não caberem blogs muito genéricos, se pensarmos em áreas do conhecimento ou do entretenimento. Por isso, é provável que tenha muito sucesso esta tendência de agrupar várias fontes bloguísticas, criando um menu para que o leitor se deleite entre as possíveis escolhas.

É recomendável que os blogueiros se empenhem bastante em escrever posts cada vez melhores, e que sejam realmente úteis a quem lê. Dependendo da área, a medida da utilidade acaba sendo específica. Este blog, por exemplo, sendo sobre nada… deve ter alguma utilidade ao leitor… por exemplo, passar o tempo, entreter ou inspirar. Não desanimem, blogueiros! E fujam de tentativas de monopólio!

Written by Gustavo D'Andrea

August 13, 2008 at 2:50 pm